A Crise Econômica x A Sobrevivência dos Negócio

A CRISE ECONÔMICA X A SOBREVIVÊNCIA DOS NEGÓCIO
A CRISE ECONÔMICA X A SOBREVIVÊNCIA DOS NEGÓCIO

Em pesquisa recente, realizada pela Serasa, apurou-se que aproximadamente 5,1 milhões de empresas no país estariam inadimplentes e, consequentemente, com o CNPJ negativado.

Segundo a empresa que realizou a pesquisa, esse número é recorde desde que se iniciaram as medições.
A inadimplência, segundo a apuração, possui motivos diversos, indo de atrasos com aluguel, empréstimos bancários, até fornecedores, água e luz.

Chama atenção o total contabilizado destas dívidas, que chega ao importe de R$119 bilhões.

Com efeito, em razão da crise e a instabilidade política que hoje reina em nosso país, a inadimplência de tantas empresas acaba gerando um ‘efeito cascata’, o que faz com que mais e mais empresas também se tornem inadimplentes.
Vale dizer, um fornecedor que não recebe o pagamento em razão da inadimplência de um cliente (ou de vários) acaba não conseguindo também honrar seus compromissos perante os demais fornecedores da cadeia produtiva.

A par disto, talvez o melhor caminho para ambos os lados (credores e devedores) seja justamente a renegociação, com prazos maiores para pagamentos ou mesmo descontos maiores para pagamentos à vista.

aproximadamente 5,1 milhões de empresas no país estariam inadimplentes e, consequentemente, com o CNPJ negativado

Embora tais práticas encontrem alguma resistência por alguns credores, estudos mostram que, em tempos de crise como os atuais, estas se mostram muito mais eficazes do que buscar, em vão, receber o valor integral com aplicação de multas e juros.

A flexibilidade na negociação por parte dos credores faz com que:

  1. Os atuais devedores ganhem mais fôlego para continuarem negociando e se adaptando aos obstáculos que se apresentam;
  2. Se concretize a fidelização destes parceiros e;
  3. Possam continuar recebendo, ainda que aparentemente menos, mas com a garantia de negócios futuros, notadamente quando a crise passar.

Assim sendo, entendemos que, para o momento, em caso de inadimplência, o melhor caminho seja que os credores se utilizem de meios de cobranças extrajudiciais, concedendo prazos e descontos para pagamento de dívidas antigas, a fim de lograr êxito em angariar valores que, em razão da crise, consideravam ‘perdidos’.

Dr Heitor Vieira de Souza Neto

Dr Heitor Vieira de Souza Neto

Dr. Heitor Vieira de Souza Neto
Graduado em Administração de Empresas;
Graduado em Gestão de Processos; Graduado em Direito;
Especialista em Direito Processual Civil ênfase em Empresarial;
Associado ao Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM);
Associado ao Instituto Brasileiro de Direito Empresarial (IBRADEMP);
Membro da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (ABRACRIM);
Consultor e Auditor jurídico/ Administ rativo;
Sócio do escritório de Advocacia Vieira Neto Advogados.
OAB 21779

Mário de Queiroz Barbosa Neto

Mário de Queiroz Barbosa Neto

Mário de Queiroz Barbosa Neto
Sócio da Vieira Neto Advogados, e responsável técnico pelo contencioso.
Larga experiência em contencioso e consultivo de massa.
Formado pela Faculdade de Direito Prof. Damásio de Jesus, em 2010,
pós-graduado em Direito Empresarial com ênfase em Processo Civil pela mesma instituição.