TERROR NOTURNO EM CRIANÇAS

TERROR NOTURNO EM CRIANÇAS

É um problema que assusta muito os pais, apesar de ser totalmente benigno. Trata-se de uma atividade anormal do sono. Muito frequente em crianças, principalmente entre 2 e 5 anos de idade.

Na fase pré escolar, chega a atingir metade da população infantil, conforme estatísticas internacionais.

Como são essas crises?

• Os bebês de colo, simplesmente acordam chorando durante a madrugada.
• As crianças mais velhas podem também emitir sons sem nexo ou gritar.
• Muitas vezes os pais se deparam com o filho sentado na cama e de olhos abertos. Aparentemente, não reconhece os pais e não para de chorar ou gritar.
• Apesar de causar espanto, o terror noturno é uma condição benigna, não representa risco para a saúde e o desenvolvimento da criança.
• O estado de transe pode durar até 15 minutos e depois a criança retoma o sono normalmente.

Terror noturno é o mesmo que pesadelo?

• Não! Os sonhos (pesadelos) acontecem durante o sono REM (fase dos movimentos rápidos dos olhos), que se dá no fim da madrugada.
• O terror noturno acontece na primeira metade da noite, quando a pessoa ainda não atingiu o sono REM.
• É comum a criança acordar após um pesadelo, porém, isso dificilmente acontece após o terror noturno.
• Geralmente as pessoas se lembram dos sonhos e pesadelos, mas quando passam por um episódio de terror noturno, nunca se lembram.

CAUSA: a hipótese mais aceita atualmente é de que o terror noturno esteja relacionado ao desenvolvimento do sistema nervoso central. É como se o cérebro imaturo tivesse dificuldade para realizar a transição entre o
sono e o despertar.

• Geralmente, pais sonâmbulos ou que falam a noite, possuem filhos com terror noturno.

COMO AGIR: a primeira orientação é para jamais tentar acordar a criança. Isso irá fazer com que os eventos se tornem mais frequentes e prolongados.

• O ideal é NÃO INTERVIR, deixar que o transe passe sozinho e a criança retome o sono normal.
• O cuidado deverá ser maior com as crianças que caminham dormindo.
• A frequência de ocorrência do terror noturno é muito variável (2 vezes por semana, 1 vez a cada 10 dias, etc).

Situações que favorecem as crises:

• Falta de rotina relacionada ao sono.
• Reduzir a agitação antes do sono, dormir cedo e sempre no mesmo horário, são práticas que ajudam a diminuir as crises de terror noturno.
• Quando a criança encontra-se agitada à noite, após passeios e festas, possui uma chance maior de apresentar episódio de terror noturno.
• Problemas emocionais podem precipitar a ocorrência das crises, mas não é a regra.
• Diante de situações como escola nova, chegada de irmãozinho, crise familiar ou outras mudanças importantes, a criança tem maiores chances de sonhar, do que de apresentar terror noturno.
• Os casos graves são raros, e são aqueles em que a criança apresenta em média, 3 episódios de terror noturno por noite, e assim, apresentam sintomas de privação do sono, e mostram irritabilidade, sonolência e até mesmo
febre, durante o dia. Esses casos precisam de ajuda.
• Não existe um tratamento específico para o terror noturno, mas os episódios tendem a diminuir com o passar do tempo, e geralmente, desaparecem antes da adolescência.

Dra Karlidy Morais Azevedo

Dra Karlidy Morais Azevedo

Karlidy Morais Azevedo
é médica pediatra intensivista (CRM 96433).
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Vila Guiomar – Santo André – SP
Tel.: (11) 2896-4915