PÓLIPO DO INTESTINO GROSSO E RETO

Por definição é qualquer elevação séssil ou pediculada que faça protusão no cólon ou reto, aparecem na parte interna do intestino grosso (mucosa). Alguns em forma de cogumelo, isto é, pediculados (aparecem como uma haste) ou sésseis (achatados). Ocorrem frequentemente no cólon, e alguns tipos podem ser precursores do câncer.

Existem vários tipos de pólipos, a maioria são benignos, os de origem Epitelial chamados de Adenomatosos, Inflamatórios, Hamartomatosos e Hiperplásicos; e os de origem não epitelial: Leiomiomas, Fibromas, Lipomas, Hemangiomas, Endometriomas e Leiomiomas.

O pólipo adenomatoso que corresponde a dois terços de todos os pólipos do intestino grosso, encontra-se associado a alterações no DNA, esta alteração é chamada de displasia (que pode ser de baixo, moderado ou alto grau). O pólipo adenomatosos pode se transformar em câncer. Existem 3 tipos de pólipo adenomatoso, Tubulares, Vilosos e túbulo-vilosos. A gravidade e facilidade de transformação depende do tamanho, do grau de displasia e do tipo. Quanto maior o tamanho (maior que 1cm), o grau de displasia (alto grau) e o tipo viloso aumenta a chance de malignização.

Há pessoas que nascem já com predisposição genéticas a formar pólipos e podem desenvolver a doença chamada polipose, onde a pessoa forma centenas e milhares de pólipos. Algum destes podem vir a se transformar em câncer, estas pessoas devem se submeter a intervenção cirúrgica para remover o intestino grosso, porque é praticamente certo que pelo menos um destes pólipos venha a transformar na juventude ou mesmo antes.

É conhecida também a Síndrome de Lynch, ou câncer do intestino grosso hereditário não associado a polipose, (corresponde de 2 a 3% dos casos de câncer do intestino grosso), e não está associada a desenvolvimento de múltiplos pólipos.

Na maioria das vezes, as pessoas não têm consciência de que têm pólipos, a maior parte dos pólipos são assintomáticos. Os pólipos maiores podem sangrar, levando ao aparecimento de sangue nas fezes. Por vezes, os pólipos sangrante podem levar a anemia..

O Diagnóstico é realizado através de história clinica e familiar e exame físico geral e Toque retal, pesquisa de sangue oculto nas fezes, Colonoscopia exame que permite observar a totalidade do cólon e a maior parte dos pólipos podem ser retirados durante o exame.

Pode-se tentar reduzir a chance do aparecimento de pólipos através das seguintes medidas medidas: Aumentar o consumo de frutas, vegetais e cereais integrais e prática de exercícios diários; diminuir a ingestão de carnes vermelhas, uso de cigarros e bebidas alcoólicas.

Ha indícios que certas medidas podem ajudar a fazer o diagnóstico precoce e com isto diminuir o risco do câncer do intestino grosso: sabe-se que o risco de câncer do cólon aumenta com a idade, pessoas com 50 anos devem ser submetidas a rastreio periódico para a detecção precoce de pólipos e de câncer do cólon e reto. Que são: Colonoscopia e pesquisa de sangue oculto nas fezes.

As pessoas com doença hereditária que levam ao aparecimento de pólipos no intestino grosso, devem ser submetida a exames mais frequentes, devendo começar na puberdade.

Quando o numero de pólipos aumenta para a faixa dos milhares, é sempre muito difícil na colonoscopia periódica saber qual irá sofrer transformação pra câncer, para poder retirá-lo, então só a remoção cirúrgica de todo intestino grosso poderá ser a opção.

A frequência com que a colonoscopia deve ser efetuada depende da idade, da história familiar (se for positiva para câncer do cólon e reto) e do que foi observado na última colonoscopia.

Tratamento

Com grande frequência, pode-se retirar os pólipos durante a colonoscopia. Raras vezes, os pólipos não ressecáveis pela colonoscopia então se necessária a cirurgia para remoção de um pólipo de grandes dimensões.

Os pólipos removidos são analisados ao microscópio, pelo patologista, para determinar o tipo e se já estão degenerados.

Quando procurar o médico?

Quando surgir alteração recente dos seus hábitos intestinais, sangue nas fezes ou hemorragia retal, bem como sintomas de anemia.

Por rotina, todas os adultos devem ser submetidos ao rastreamento de câncer do cólon e reto a partir dos 50 anos. Pessoas com história familiar de câncer do cólon em idade precoce (menos de 40 anos), ou com Polipose Familiar, devem iniciar o rastreio mais precocemente.

Embora se estime que 30% das pessoas de meia-idade ou idosos tenham pólipos do cólon, menos de 1% dos pólipos irão progredir para um câncer.

Nas pessoas em que o câncer do cólon é identificado e tratado precocemente, a taxa de sobrevivência aos 5 anos é superior a 90%. Se o câncer tiver atingido os linfonodos, essa chance cai para 65%. Quando o câncer se disseminou, tal como o fígado ou ossos, a probabilidade da pessoa viver mais de cinco anos desce para menos de 10%. Este informação mostra a importância do rastreio, de forma a detectar lesões precoces.

Prof Dr Carlos Mateus Rotta

Prof Dr Carlos Mateus Rotta

Prof. Dr. Carlos Mateus Rotta
Doutor em Cirurgia do Aparelho Digestivo Membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões Médico do Hospital Nove de Julho – SP Professor da disciplina de Coloproctologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes Médico do Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Mello – MC Membro Fundador da Sociedade Brasileira do Câncer de Intestino Membro Fundador da Associação de Coloproctologia do Estado de São Paulo Membro Associado da: Sociedade Brasileira de Coloproctologia Associação Médica Brasileira Associação Paulista de Medicina