O que as fake News podem ensinar sobre nossa saúde emocional?!?

Certamente você já ouviu falar de fake news. Aquelas notícias que correm os nossas redes sociais dissipando informações falsas com conteúdos sensacionalistas para chamar atenção. Será porque ganham tanta audiência? Geralmente dissipam o medo e o pânico atormentando nosso cotidiano.

Os especialistas em notícias geralmente nos oferecem algumas recomendações para não sermos tomados desprevenidos. Instruem a checagem da fonte, pesquisar outras locais de busca para validar a informação, verificação do autor e da data da publicação, a consulta de especialistas, a reflexão e problematização do dado que nos foi trazido. Isso tudo sabemos fazer bem, mas, inevitavelmente, temos dificuldade de separar as notícias verdadeiras e as falsas dentre inúmeras que nos são disponibilizadas no dia a dia.

Talvez a neurobiologia das emoções ajude-nos a compreender um pouco mais esse fenômeno. Evolutivamente, uma das nossas emoções mais básica é o medo. Como uma emoção primitiva sempre auxiliou no desenvolvimento da nossa espécie. Estamos sempre checando e testando o ambiente no instinto de nos preservarmos, logo tudo que nos parece ameaçador nos desperta a atenção imediatamente. Com a urbanização, as grandes cidades nos ofereceram inúmeros estímulos e uma vida frenética. Muitas coisas e fatos para focarmos a atenção ao mesmo tempo, e o nosso cérebro não consegue dar conta. Desse modo, estamos sempre “hiperestimulados” e qualquer ameaça descrita por uma fake news pode nos preocupar excessivamente.

Às vezes, os ruídos da ameaça não estão somente no mundo externo, mas também no nosso mundo interno (nossos pensamentos). Pensamos muitas coisas ao mesmo tempo, inúmeros pensamentos por minuto. Alguns são bem reais, mas outros nem tanto. Sem refletir sobre o que pensamos tomamos todos os pensamentos como fatos absolutos. Nessa condição, vamos criando barreiras a nós mesmos (ciclo da autossabotagem) ao cultuarmos muitos pensamentos negativos. Tal padrão pode desencadear problemas emocionais, como a ansiedade, depressão. Observando por esse prisma, as recomendações dos especialistas da informação, caso bem adaptadas contexto dos pensamentos, caberiam no cuidado da nossa saúde emocional. Para ter uma mente saudável, é importante sempre voltarmos atenção para o que estamos pensando e sempre questionar se os pensamentos são reais e as quais as evidências que os sustentam. Nutrindo pensamentos positivos, provavelmente, teremos mais chances de obter qualidade de vida, e, consequentemente, bem estar emocional. Nesse processo de cuidado com a saúde mental, vale também questionar os pensamentos com ajuda de um especialista!


Psicoterapia na abordagem da Terapia Cognitivo Comportamental
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Maria Laís Campos

Maria Laís Campos

Maria Laís Campos
Psicóloga CRP 06/130759
Especialista em Neuropsicologia (CENSUPEG)
Residência Multiprofissional em Neurologia e Neurocirurgia (UNIFESP)
Formação em Terapia Cognitivo Comportamental (CETTC)