Leilões: investir ou não investir?

De há muito ouvimos falar sobre os leilões de imóveis, contudo, o assunto é cercado por tantas dúvidas que, quando da tomada de decisão, a segurança dos chamados investimentos clássicos é que determina a escolha.

Mas essas dúvidas não poderiam ser satisfatoriamente esclarecidas, autorizando o abandono da zona de conforto?

Este o objetivo da série de artigos que começa nessa edição e que visa tratar as principais dúvidas que envolvem o tema, na tentativa de proporcionar àqueles que flertam com essa modalidade de investimento, a segurança necessária para, finalmente, realizarem seus negócios.

Evidente que o investimento não é isento de riscos, contudo, esses podem ser identificados e avaliados, em nada diferindo de qualquer outro investimento.

Aqui também vale a regra de que quanto maior o risco, maior a possibilidade de lucro. Além disso, essa não é a única forma como os leilões; sejam os judiciais ou os extrajudiciais; podem ser considerados, especialmente os leilões judiciais de imóveis, pois, nesses casos, a arrematação é considerada forma originária de aquisição, à luz da doutrina e jurisprudência, o que significa afirmar que o adquirente não é relacionado, por qualquer forma, ao antigo proprietário, de modo que os riscos relacionados à fraude contra credores podem ser, até mesmo, excluídos, permitindo àquele que pretende a aquisição de sua casa própria, segurança maior que aquela possível numa transação, ou seja, não só de investimento tratam os leilões.

Para que possamos ingressar nessa seara com o mínimo de conforto, necessários alguns conceitos e informações. Essa a nossa meta e, como primeira lição, tratemos das duas espécies de leilões: os judiciais e os extrajudiciais.

Leilões Judiciais

É a alienação forçada de bens penhorados a quem der o maior lance, realizada pelo poder público (hasta pública).

Quando se afirma que a alienação é feita pelo pode público significa dizer que se perfaz no curso de um processo judicial, que é exatamente onde residem os riscos, motivo pelo qual deve ser feita análise prévia desse processo judicial, minimizando riscos.

Leilões Extra judiciais

O leilão extrajudicial não é realizado pelo poder público e, na atualidade, predominam as vendas realizadas por instituições financeiras em razão da inadimplência dos financiamentos concedidos a seus clientes.

Também nessa modalidade há a necessidade de análise prévia, pois procedimentos são impostos e, caso não sejam observados, podem resultar no comprometimento do resultado do leilão.

Arrematação

Não obstante a existência de riscos, dúvidas não há acerca das vantagens da aquisição da propriedade por esse meio, em especial quando a escolha é consciente, amparada no resultado da análise de riscos previamente detectados e calculados.

Nas próximas edições abordaremos alguns desses riscos, informando como devem ser avaliados, adiantando que, respeitadas opiniões contrárias, poucos os casos de pouca complexidade a autorizar a dispensa de profissional especializado.

SYNTAGMA ASSESSORIA
Leilões Judiciais e Extrajudiciais
Rua Silveira Martins, 115 – Sala 23 – Sé
São Paulo – SP – Cep: 01019-000
Tel.: (11) 3104-2120 (11) 97330-8690
(11) 96069-3978 (11) 97476-0617
(11) 95851-7493 (11) 95343-7838