Dirofilariose

Dirofilariose

Dirofilariose é o verdadeiro nome do verme do coração. Essa doença é causada por um parasita, nematódeo do gênero dirofilária, da espécie Dirofilaria immitis.

A Dirofilariose pode acometer os cães, gatos e até mesmo o homem, sendo assim, considerada uma zoonose. A transmissão deste parasita se faz por intermédio da picada de mosquitos, que é denominado o vetor da doença, associados a condições climáticas favoráveis, assim como trânsito entre regiões indenes e endêmicas/ epidêmicas. Seus principais vetores são mosquitos do gênero Aedes, Anopholes e Culex.

A distribuição geográfica da enfermidade é mundial, com casos registrados na África, Ásia, Austrália, Europa e nas Américas do Sul e do Norte. A primeira descrição publicada da doença em cães foi nos Estados Unidos, pelo físico Osborne em 1847. A sua introduçãono Brasil está, provavelmente, associada à importação de cães domésticos infectados, apresentando alta adaptabilidade ao clima e à presença de vetores. As regiões litorâneas do estado de São Paulo, todo estado do Rio de Janeiro e todo Nordeste são consideradas endêmicas, por esse motivo os tutores que transitam com seus animais por estas áreas devem estar atentos.

A contaminação do mosquito ocorre quando este pica um animal infectado, recebendo os vermes mais jovens, chamados de microfilárias.

Essas são transmitidas a outros animais quando picados pelo mosquito. Após a transmissão, as microfilárias irão se desenvolver dentro do hospedeiro, em seu coração e grandes vasos, provocando lesões no coração e podendo levar a obstruções causadas pelo parasita adulto. O parasita é encontrado principalmente no ventrículo direito do coração.

Gatos, embora possam ser parasitados, são mais resistentes à infecção. Nos animais acometidos pela dirofilariose os sinais clínicos podem estar ausentes ou se manifestarem por tosse, intolerância a exercícios, dispnéia (dificuldade de respirar), hepatomegalia (aumento do fígado), síncope e tosse crônica. Em casos mais graves, manifestações de insuficiência cardíaca direita, como ascite (também conhecida como “barriga d’água”) e congestão aguda do fígado e rins, podendo levar o animal a óbito.

O diagnóstico da dirofilariose pode ser realizado por exame de sangue, quando a infecção ainda é recente, este evento é mais difícil de acontecer. O mais comum é diagnosticar utilizando-se um teste rápido, no consultório veterinário. Em outras situações pode-se diagnosticar a presença do parasita adulto durante um exame de Ecocardiograma.

A prevenção é a melhor forma para combater essa doença, uma vez que o seu tratamento não se faz de maneira tão simples. Como dito acima, os tutores que frequentam os locais endêmicos, devem ter a prevenção de seus animais frente a dirofilariose como prioridade, principalmente, por se tratar de uma zoonose.

Hoje em dia existem medicamentos específicos para a prevenção da dirofilariose, estes medicamentos estão amplamente difundidos no mercado pet, em diferentes formas de aplicação, podendo ser realizado por via oral, tópica e recentemente injetável.

Gustavo Coelho Rodrigues

Gustavo Coelho Rodrigues

Gustavo Coelho Rodrigues | CRMV-SP 12408
é Médico Veterinário, responsável pela Clínica e junto dele seu amigo Fumaça, um Whippet.
Clínica Veterinária Da Vila
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