O Homem da Comunicação

Zé Luiz - Balacobaco - Imagem Yuri Danka
Zé Luiz - Balacobaco - Imagem Yuri Danka

Visitamos a Rádio 89 para conversar com ele que é umas das vozes mais conhecidas da rádio o Zé Luiz, apresentador do Balacobaco 2.Zé e do Rock Bola. Há quem o conheça também pela sua atuação na televisão como repórter, apresentador e garoto propaganda. Uma pessoa que em seus mais de 30 anos no meio da comunicação já fez de tudo um pouco.

Você é repórter, ator, fez propaganda e é radialista, como foi a transição de uma coisa para outra?

Na verdade, o que eu sempre fiz foi comunicação, este é o meu trabalho. As coisas foram acontecendo na verdade. Começou quando eu estudava jornalismo na PUC de Campinas com uma rádio “pirata” da faculdade, que nós fizemos com uns equipamentos que encontramos lá, que tocava rock. Por causa disso, um amigo meu, que já trabalhava numa rádio me chamou para fazer um programa e como eu precisava de uma grana para pagar a faculdade eu fui.

Depois disso fui fazer outros programas nas rádios das cidades vizinhas até voltar pra São Paulo. Já aqui, fui trabalhar na 89 que era uma rádio nova na época, toda voltada para o Rock que é o que eu gosto e fiquei de 1988 até 2006 quando a rádio mudou o perfil e saí. Neste período comecei a procurar novos projetos em rádio e televisão. Na televisão foram vários projetos, fui reporter da Galisteu, trabalhei com o Celso Portiolli, fui fazer o Shoptour e apareceu as Casas Bahia que eu fiquei 8 anos e foi a única vez na minha vida que eu fiquei fazendo só uma coisa. Foi um período muito legal que eu pude viajar e fazer muitas coisas que eu não fazia. Teve também o Morning Show que foi uma proposta que eu criei na rádio Jovem Pan e a Rede TV se interessou e fizemos uma adaptação.

Agora eu tô de volta aqui na 89 e me dedicando só a ela com o Balacobaco 2.Zé e o Rock Bola.

O Balacobaco mudou bastante da 1ª passagem que havia sido um sucesso para esta de agora. Porque desta mudança?

Hoje os programas são muito mais interativos, o público quer ser ouvido e quer ouvir várias opiniões por isso de todas estas mudanças, começando pela bancada que tem mais gente, antes já tinham mais pessoas, mas agora as pessoas participam mais ativamente.

Os programas de rádio estão cada vez mais interativos que foi uma das mudanças do Balacobaco 2 Zé? Qual sua ideia para o futuro dos programas rádio? Acredito que vai ser muita coisa pela internet, hoje várias pessoas já ouvem pelo aplicativo de celular e agora com imagem, acredito que este seja o perfil daqui para a frente.

Isso não vai acontecer só com o rádio, a televisão também vai por este caminho. Hoje dá para citar os poucos programas que nós temos que sejam modernos na TV aberta e aí entra a TV por assinatura onde se tem mais ousadia e os canais na internet.

O Morning Show era um projeto muito bom, talvez um dos meus melhores projetos e tinha esta pegada mais moderna mas ele acabou sendo colocado em um horário errado que eu sabia que não ia dar certo, esse era um programa para passar de madrugada mas acabei aceitando e depois, por causa de audiência foram sendo feitas mudanças no formato e ele acabou virando um programa comum de televisão aberta.

Você está no rádio a muito tempo e já deve ter recebido centenas de demos de bandas e deve ter tido respostas bem duras. Como foi enviar a demo da Manu Gavassi, sua filha, para o Rick Bonadio?

Na verdade, com ela foi o inverso. Ela aprendeu a tocar comigo e comecei a ver que ela era muito boa aí, para não parecer pai de miss, mostrei para alguns amigos do meio para ver oque eles achavam e eles gostaram e se espantavam quando eu falava que era a Manu, ou Manuzinha como eles conheciam. Depois disso resolvemos fazer uns vídeos colocar na internet e a Capricho, que a Manu já fazia parte dando dicas de moda, entrou em contato a pediu para colocar os vídeos no site deles, foram 60.000 acessos rapidinho e o Rick entrou em contato com a gente. Então na verdade eu não tive que passar por isso.

Você também faz o Rock Bola e tem na bancada o Casagrande (jogador de futebol e corintiano), Branco Melo (músico do Titãs e Palmeirense) e o Marcelo Rubens Paiva (escritor, dramaturgo, corintiano) e vc (jornalista, ator, publicitário e corintiano), como se deu essa reunião de tipos tão diferentes?

Isso foi uma coisa que foi acontecendo, eu encontrei o Casão e comentamos de voltar a fazer um programa juntos e viemos apresentar o projeto aqui na rádio que foi aceito na hora daí, veio o Marcelo que o Casão trouxe e o Branco por convite dos três, que por uma falha é palmeirense. Acho que esta diferença de experiências é o que faz o programa muito legal, são todas pessoas com personalidades muito fortes e com muito assunto para discutir.

Você não acha covardia o programa com 3 Corinthianos e 1 Palmeirence?

O Branco que deu errado, era para ser mais um corintiano. Risos.

Nas suas atuações nas mídias sociais, como o Twiter, você coloca livremente suas opinião e críticas sobre assuntos como política. Esta é uma atitude que não vemos em muitas pessoas públicas como você. Como seu público reage com isso, principalmente neste momento que vivemos esta polarização de opiniões?

Eu acho que as pessoas tem que se posicionar sobre oque pensam, e tento mostrar com as minhas opiniões que existem coisas boas e ruins em todos os tipos de governos. Sobre a repercussão é muito legal porque geram discussões muito boas, tem gente que me apoia e tem muita gente que não gosta e aqueles que xingam (esses eu bloqueio) porque a rede social é como se fosse minha casa, se alguém me xinga eu não vou querer a pessoa comigo. Eu procuro ouvir e aprender com todas as opiniões mas, de vez em quando aparece uns caras com umas teorias muito loucas da influência da Fada do Dente… Eu falo que o cara ta viajando e que aquilo não tem base nenhuma.

Imagem Rafaella Rondelli

O que podemos esperar de projetos futuros além dos programas atuais na 89?

Para falar a verdade agora eu não tenho projeto nenhum não, até porque falar disso parece papo de ator sem emprego “Eu tô analisando uns projetos…” Rsrsrs. Hoje eu tô me dedicando completamente aqui na 89 e nós estamos estudando algumas coisas novas nos programas como no Rock Bola, de trazer mais convidados e deles tocarem com o Branco.

Você já mora na Vila Mariana a muito tempo. Qual sua história com o nosso bairro?

Eu morei quase 20 anos no Klabin, quando cheguei no bairro era muito diferente, tinham muitas casas e poucos prédios, vi o bairro crescer e se transformar com a chegada dos prédios que hoje são a maior parte. Depois disso eu mudei para a Vila Mariana, perto da Rua Luiz Goes com a Rafa, mas ainda continuo frequentando bastante o Klabin para visitar as minhas filhas que ainda moram lá.